
Transplante Lamelar Anterior (DALK)
O transplante lamelar anterior, conhecido pela sigla DALK, é uma técnica em que o médico substitui apenas a parte anterior da córnea, preservando a camada interna quando ela está saudável.
Isso faz diferença porque, em casos certos, ajuda a tratar a doença sem trocar desnecessariamente estruturas que ainda funcionam bem.
O que é transplante lamelar anterior (DALK)
Na DALK, o alvo principal é a porção anterior da córnea. A técnica costuma ser lembrada em doenças em que o endotélio está preservado, mas a parte da frente da córnea está comprometida.
Em linguagem simples, é um transplante mais seletivo, pensado para trocar só o que está doente.
Quando esse exame ou tratamento costuma ser indicado
Ela pode ser considerada em alguns casos de ceratocone avançado, cicatrizes e outras alterações da córnea anterior, desde que a camada interna ainda esteja adequada.
A escolha depende do tipo de doença, da profundidade do problema e do perfil do paciente.
Como é feito
A cirurgia é planejada com exames detalhados da córnea. O objetivo é remover as camadas anteriores alteradas e preservar o que ainda está saudável.
Em vários casos, essa preservação ajuda a reduzir o risco de certas complicações em comparação com técnicas mais amplas.
Sinais de atenção
Nem todo transplante lamelar é igual. Por isso, o paciente não deve comparar sua cirurgia apenas pelo nome. A técnica exata depende da camada corneana acometida.
A recuperação visual pode levar tempo e o acompanhamento continua sendo parte central do sucesso do enxerto.
Cuidados e acompanhamento
Depois da cirurgia, o uso de colírios e as revisões fazem parte da rotina. O resultado visual também pode depender de correções ópticas depois da cicatrização.
Na prática, a DALK tenta unir reabilitação visual e preservação de estrutura saudável da córnea quando isso é possível.
Dúvidas frequentes
DALK é transplante de córnea?
Sim, mas focado principalmente nas camadas anteriores.
Troca a córnea inteira?
Não. A proposta é preservar a camada interna quando ela está boa.
Ela pode ser usada no ceratocone?
Sim, em casos selecionados.
O que costuma gerar mais dúvida no consultório
A dúvida mais comum é a diferença entre DALK e o transplante penetrante. No transplante penetrante, toda a córnea é substituída — inclusive o endotélio. No DALK, apenas as camadas anteriores são trocadas, preservando o endotélio do próprio paciente. Isso reduz o risco de rejeição e prolonga a sobrevida do transplante.
Outra pergunta frequente é se o DALK é mais difícil do que o transplante convencional. Tecnicamente sim, para o cirurgião. Mas para o paciente, o pós-operatório costuma ser mais seguro a longo prazo.
Perguntas simples que ajudam na consulta
Pergunte se o seu caso permite DALK ou sé um transplante penetrante seria necessário, e qual é a expectativa de visão pós-cirúrgica. Em alguns ceratocones avançados, o astigmatismo residual ainda é alto mesmo após o transplante.
O que muda dé um paciente para outro
O DALK é indicado principalmente para ceratocone avançado, cicatrizes corneanas anteriores e distrofias que não afetam o endotélio. Quando o endotélio está comprometido, o transplante penetrante ou o DMEK podem ser necessários.
Após o DALK, o uso de lente de contato rígida ainda pode ser necessário para afinar o astigmatismo residual. Para muitos pacientes, isso é uma melhora significativa em relação à situação anterior.
Córnea Clinic: explicação clara e cuidado individual
Na Córnea Clinic, a indicação do DALK é feita após avaliação completa da córnea, incluindo topografia, tomografia e análise do endotélio. A escolha entre DALK e transplante penetrante depende das condições específicas de cada córnea.
O acompanhamento após o transplante inclui retornos periódicos para monitorar a cicatrização, a retirada dos pontos e a adaptação da visão.
Conclusão
O DALK é o transplante de escolha para ceratocone avançado e outras condições que preservam o endotélio. A possibilidade de manter as células endoteliais do próprio paciente é uma vantagem real em termos de durabilidade do resultado.
Se você tem ceratocone que não responde mais a lentes de contato, ou cicatriz corneana que está comprometendo a visão, a avaliação para transplante lamelar pode apontar o melhor caminho.